quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Análise teológica dos Dez Mandamentos- o prefácio- parte III.


Êxodo 20-1-2 ENTÃO falou Deus todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Deus é a razão última de todas as existências, nada foi antes Dele e nada será depois Dele, porque Ele nunca teve princípio e nem terá fim, quando se apresenta a Moisés para falar do pacto não  o faz como se fossem iguais.
Deus ao falar sobre o ser em si mesmo, Ele demonstra acima de tudo, amor por sua criação, não um amor separado Dele mesmo, mas Ele em Si e por Si mesmo, sendo o amor desta forma se compreende que  o   falar de Deus é um ato de amor incondicional e soberano, mas Deus falou de várias formas e por vários meios, neste caso é importante a confissão de fé de westminster nos dizer sobre o falar de Deus.
A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER
(1643–46)  CAPÍTULO 1: DA SAGRADAS ESCRITURAS.

1. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência manifestem de tal modo a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens sejam inescusáveis, todavia não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e de sua vontade, necessário à salvação; por isso agradou ao Senhor, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e contra a maldade de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna as Escrituras Sagradas indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos de Deus revelar a Sua vontade ao seu povo.

A  discutição neo-pós-moderna levantada pelos neo-pentecostais e pós-neo-pentecostais sobre os atos do falar divino, sonhos,visões,novas revelações seja lá o que isto signifique, não tem amplo apoio das escrituras,contudo se faz necessário,que façamos separação entre o pensamento de um e de outro grupo.
Os Neo-pentecostais oriundos, todos eles de dois grupos surgidos, quase que simultaneamente  nos anos 50 o neo-pentecostalismo ao contrário do que muitos dizem não só enfatizava as crenças oriundas do pentecostalismo clássico em sua versão mais histórica ,Assembléia de Deus, congregação Cristã Brasil para Cristo Etc.
Como inovou trazendo para dentro da Igreja ritos e costumes do espiritismo branco, umbanda, quimbanda e principalmente do candomblé, mas não se pode estranhar isto se as próprias origens do pentecostalismo clássico já são por demais contraditórias.
                                                      
“   O Pentecostalismo clássico é o que começou em 1901 entre cristãos que se reuniam na rua: Azusa em Los Angeles, EUA e simultaneamente em vários outros lugares na América do Norte. É a maior corrente pentecostal entre todas as demais, pois está conformada por organizações religiosas que se formaram naqueles anos e mantém manifestações espirituais e doutrinas similares “

Não é verdade nem pela data e nem pelo fato em si é preciso ter coragem para dizermos que o pentecostalismo clássico, num  contexto bem estranho entre a patrística e os pais polemistas, mas isto é assunto para outra postagem aqui pensemos na inevitável presença da eternidade a nós imposta pela falar de Deus.
Nós seres humanos somos assombrados pela vastidão do tempo e a incômoda presença invisível da eternidade,na vida nossa de cada dia nos mostra que Deus e somente Deus é realmente eterno e é isto o que ele nos declara no prefácio dos  mandamentos.
Soli Deo Glória.      



     

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