segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Analise Teológica dos Dez mandamentos o Prefácio Parte VIII.


 Êxodo 20-1-2. ENTÃO falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Todo fato histórico tem um principio que o fez surgir, e todo agente histórico tem suas limitações no tempo e no espaço, o que não é o caso do Supremamente Deus, que ao Pronunciar seu nome o Senhor no Prefácio do Pacto das Dez palavras, está tão somente mostrando-se como o ilimitado e infindo.
A infinidade de Deus é o atributo pelo qual compreendemos que o supremamente ele mesmo, está isento de qualquer forma de limitação comum as criaturas do universo infinofinito, a relação mesmo-lógica espaço tempo e o ciclo, inicio meio e fim não se aplicam a Deus.
Desta maneira a infinidade e um atributo incomunicável de Deus, mas ele não e visto e nem compreendido como um qualitativo de seus atributos incomunicáveis, de sua absoluta santidade e seu incomparável poder, neste caso e melhor compreendido como a falta de falhas ou defeitos em Deus.
A infinidade de Deus e uma demonstração de Il imitação de Deus nele, não á carência de tempo, necessidade de espaço ou falhas de caráter ético e moral a sua apresentação no prefacio do pacto das dez palavras nos põem diante de uma realidade tática e técnica de que só Deus é, e sendo só Ele mesmo compreende a vastidão de seu ser e perfeições.

Nas palavras do grande pessimista Arthur Shopenhauer “A maior certeza da finitude do ser e a infinidade do não ser. e o não ser e o estado de more, ou antes, de nascimento” Assim se pode compreender, que Deus não depende do fato de nos sermos ou estarmos, pois mesmo quando não nos não éramos ele era e estava,quando nos trouxe a existência e nos fez ser,ele não o fez por medo do fim solitário de si mesmo.

Ao contrario e por sua infinidade que ele nos põe em contato com o não ser, porque um dia ainda que de forma indireta nos tornemos a eternidade derivada, para os homens e anjos e de certa forma o vir a ser infindo com Deus dependendo apenas da vontade de Deus, ou seja, tudo o que é, e o que vier a ser só permanecerá até o dia em que Deus quiser, e dia aqui e uma forma de entender de limites existenciais.
O fato é que por sua infinidade Deus não depende de nós, e não precisa que nós estejamos, pois antes que fossemo-lo já era, e mesmo se não tivéssemos sido isto não o anularia, pois ele permanece sendo, e quando nós não formos ele permanecerá como o supremamente Deus.

Aqui justa- posicionamos o capitulo dois da CFW. (CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER) onde tratam de Deus e da Santíssima tri-unidade      CAPÍTULO 2: DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE

1. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e em perfeição. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, sem membros, não sujeito a paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, e tudo faz segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável, e para a sua própria glória. É cheio de amor, gracioso, misericordioso, longânime, muito bondoso e verdadeiro galardoador dos que o buscam, e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.


2. Deus tem, em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade, e bem-aventurança. Ele é todo-suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência; não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo culto, todo serviço e toda obediência, que ele houve por bem exigir deles.

3. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade: Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de ninguém: não é gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

Ao se apresentar no prefacio do pacto das dez palavras e uma demonstração de sua santa e poderosa infinidade suprema diante da finitude da criatura moral, esta infinidade de Deus transcende a compreensão, e só se pode ter um vislumbre de e, sobre ela mediante a auto revelação  do próprio Deus.
Nisto tem Razão Paul Tillich ao afirma que “Deus é o ser em Si” desta forma tudo o que de Deus se pode conhecer e dado ou permitido por ele, pois enquanto ele não tem limites às criaturas morais precisam e dependem dele para tudo.   

  Grande é o SENHOR, e muito digno de louvor, e a sua grandeza inescrutável. Salmos 145 3. Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?  Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? É mais profunda do que o inferno, que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar. Se ele passar, aprisionar, ou chamar a juízo, quem o impedirá?  Jó 11-7-10. A essa glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. Efésios 3 21

Soli Deo Gloria. 
       

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